Terra das Marias da Fonte ou fontanário - Quelhas

Terra das Marias da Fonte I

Terra das Marias da Fonte I

Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias…

História com histórias, as diversas versões de autores que escreveram sobre a (Maria) da Fonte, a lenda do povo, as músicas e letras dos compositores, sobretudo a idealidade do “inspirador” e as críticas construtivas em forma de humor...

 

Hino Nacional - Maria da Fonte – hino esquecido

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com a corneta na boca
A tocar a reunir

Eia avante, portugueses
Eia avante, não temer
Pela santa liberdade
Triunfar ou perecer! (refrão)

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho, que primeiro
O seu grito fez soar!

Essa mulher lá do Minho
Que da foice fez espada
Há-de ter na lusa história
Uma página dourada!
 

- Aquele que foi o primeiro Hino da Maria da Fonte

Maestro: Ângelo Frondoni

 

A Revolução da Maria da Fonte, dizem que, foi contra as Leis Novas do governo Costa Cabral, contra os enterramentos fora da igreja e o encerramento das Cortês e a anulação das Leis de Saúde Pública e também a reforma do Processo Tributário.

 

“As sete mulheres do Minho,

Mulheres de grande valor,

Armadas de fuso e roca,

Correram com o regedor.”

 

A revolta popular, enigmática, foi reconhecida, digamos, designada como a Revolução da (Maria) da Fonte, onde há várias versões em simultâneo. “De facto existem quatro estátuas da (Maria) da Fonte”, na Póvoa de Lanhoso a primeira (Maria) franzina, foi retirada pelo poder local e substituída pela segunda (Maria) robusta. A terceira (Maria) fidalga, está em Lisboa e, a quarta (Maria) estilosa, estava em Luanda. Todas diferentes!? Apenas e, unicamente para os mais desatentos, estou a fazer, história com histórias, e não a dizer mentiras.

 

Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias…

Póvoa de Lanhoso, terra da (Maria) da Fonte, figura discutida, até aos dias de hoje, pelo seu nome verdadeiro e pela sua lenda. Onde permanece a sua estátua um tanto, quanto, robusta, de roupa envelhecida, não fosse de mulher trenga e mal-parecida, focinhuda, tosca, mais parecia um cavalheiro! Com a foice e a pistola na mão, exibindo a sua coragem de mulher guerreira, que antigamente fez frente aos Cabrais que eram falsos à nação. Dizem que a revolta deu partida em Fontarcada e está datada no famoso ano de 1846 – MDCCCXLVI.

Assim reza o hino e as estátuas, alteradas, da (Maria) da Fonte

 

1.ª (Maria): Feminina na PVL

 

“Aí vem Maria da fonte,

A cavalo sem cair,

Com a corneta na boca,

A tocar e reunir.

            

2.ª (Maria): Robusta na PVL 

 

Eia avante portugueses,

Eia avante não temer,

Pela santa liberdade,

Triunfar ou parecer.”

 

1.ª Maria referente: (Maria) da Fonte – (Maria) Angelina Lage

2.ª Maria referente: (Maria) da Fonte – (Maria) Luíza Balaio

 

 

Poemas das 7 mulheres do Minho

 

(Maria) da Fonte, verdadeira ou falsa!?

Pois ela não está cá para se defender!

Coitada, ela anda sempre na valsa…

E, não se livra de o Zé-povinho contradizer.

 

Seja verdade, meia verdade ou mito,

Infeliz Maria da Fonte és nossa,

Os historiadores persistem, conflito!

Lutemos por ti, nem que seja na roça.

 

Seja verdade, meia verdade ou mito,

Pois algumas ficaram pelo caminho,

Elas eram mesmo muitas, admito…

Contam-se, as sete mulheres do Minho.

 

As sete mulheres do Minho,

A galopar n´uma égua cheirando a suor,

Na tasca da Balaio bebiam vinho.

De saias pretas e vermelhas em furor.

 

Saltitando pontes, vales e montes,

Mulheres de grande valor!

Todas elas eram (Marias) das Fontes,

Sejam elas, lá de onde for.

 

João Carlos Veloso Gonçalves “Quelhas”

 

Servida pela estrada de Braga a Cabeceiras de Bastos, encontra-se, passada que seja a Póvoa de Lanhoso, a cujo concelho pertence, a freguesia de Fontarcada, de sobejo conhecida pela sua história política e religiosa. Aquela, a recordar-nos as lutas fraticidas do século passado, com todos os espectaculosos desvarios da populaça amotinada à voz da famigerada «Maria da Fonte» – dali natural; a outra, a evocar-nos, em toda a sua irradiante espiritualidade, a beleza de uma era confiada, simplesmente, ao domínio da fé e da arte.

Falemos desta, por menos divulgada, se bem que represente uma das mais expressivas antiguidades do concelho.”

In, Leonídio de Abreu, Silva Minhota, Ofic. Gráf. PAX, Braga, 1956. p. 135

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“Um dia quando morrer hei-de dar a vez a uma criança nascer…”

in, "Quelhas" João Carlos Veloso Gonçalves, Inspiração do Compositor, 2006, p. 01.

 

...Um dia irei fazer tudo para que se juntem todos os artistas povoenses, desde o pintor ao poeta e ao jornalista, e fazer uma associação para divulgar as nossas inspirações que estão de certo modo esquecidas no tempo...

in, "Quelhas" João Carlos Veloso Gonçalves, Inspiração do Compositor, 2006, p. 247.

 

Um livro é um reconhecimento que fica aquém,

E se revela no tempo que nunca chega,

Se torna famoso depois da nossa partida para o além…

in, "Quelhas" João Carlos VelosoGonçalves, O livro da criança, 2007, p. 10

 

As crianças são como os rebentos:

Nascem, crescem e permanecem.

Ficam lindos!

Envelhecem e morrem…

in, "Quelhas" João Carlos VelosoGonçalves, O livro da criança, 2007, p. 14

 

Um livro é uma liberdade de expressão, que nos dá direito de dizermos o que sentimos, para te dar testemunho da realidade da vida…

in, João carlos veloso Gonçalves, Terra das Marias da Fonte ou Fontanário, história com histórias..., p. 4

 

"Quelhas" poeta/crítico/escritor/jornalista/repórter, ou melhor, não é coisa nenhuma, é apenas autor dos seus próprios livros e teses em diversos jornais e comunicações sociais!

in, "Quelhas" João carlos veloso Gonçalves, Terra das Marias da Fonte ou Fontanário, história com histórias..., p. 14

 

Gosto de criticar e ser criticado, sendo a crítica construtiva igual à destrutiva, no que diz respeito, apenas, à promoção...

in, "Quelhas" João carlos veloso Gonçalves, Terra das Marias da Fonte ou Fontanário, história com histórias..., p. 18

 

Um livro é um momento, um estilo próprio de aperfeiçoamento de vida, de cultura e de sabedoria, sobretudo de aprendizagem.

in, "Quelhas" João carlos veloso Gonçalves, Terra das Marias da Fonte ou Fontanário, história com histórias..., p. 26

 

Mensagem: Um escritor por mais que medite, escreva e pense, nunca; Jamais se lhe esgotam as palavras. Não é por acaso que ele é um literato e um sábio. Pois enquanto houver letras, ele apenas brinca com elas e não as deixa acabar, simplesmente constrói mais palavras…

in, "Quelhas" João carlos veloso Gonçalves, Terra das Marias da Fonte ou Fontanário, história com histórias..., p. 28

METÁFORAS, A FORCA DA EXPRESSÃO, MENSAGENS